Secretaria de Movimentos Sociais publica nota de apoio a estudantes da UEMS

NOTA DE APOIO DA SECRETARIA DE MOVIMENTOS SOCIAIS DO PDT-MS

A Secretaria de Movimentos Sociais do PDTMS vem declarar apoio incondicional ao Movimento dos Estudantes da UEMS de Campo Grande pela paralisação em decorrência da falta de professores concursados nos cursos de Licenciaturas: Letras, Pedagogia, Artes Cênicas e Dança, Geografia e Turismo. Pois, além das vagas puras, os cursos tiveram professores que se aposentaram e até mesmo falecimentos recentes.

O Movimento iniciado na terça-feira última tem por objetivo mobilizar não somente os alunos como também os professores e a comunidade para que a UEMS possa garantir a qualidade de ensino e assim atender bem os alunos, além dos esforços que os professores vem desenvolvendo.

A paralisação ainda visa marcar uma reunião entre a Comissão dos Alunos – tirada em assembleia – e o governador Reinaldo Azambuja, pois, quem libera o concurso e as vagas é o Governo do Estado, uma vez que a UEMS não possui autonomia financeira. Vale lembrar, de acordo com estudantes e professores que o governador na época de campanha prometeu autonomia financeira se fosse eleito e ainda não cumpriu.

Não é a primeira vez que os alunos da UEMS desencadeiam movimentos de paralisação demonstrando bom nível de consciência política. Em 2012, no governo do André Puccineli, a paralisação foi pela reivindicação de uma unidade própria e recursos para laboratórios. O movimento foi vitorioso apesar de ter enfrentado a Polícia e apanhado, hoje conta com uma das mais belas instalações de universidade pública do país, fruto de luta política com o apoio dos professores e sindicatos.

A segunda paralisação, a maior de todas, foi “Ocupa UEMS”, o movimento desencadeado nacionalmente pela PEC da Morte – (PEC 241 encaminhada para votação no Senado como PEC 55) teve debates, oficinas, cursos e palestras durante tudo o período de ocupação. Também foi a maior paralisação de estudantes do país naquele momento.

No movimento também teve uma pauta discutida com a Administração que foi cumprida parcialmente, segundo os estudantes. Apesar dos esforços de diálogos entre os estudantes e a Administração, a paralisação foi inevitável para forçar uma nova discussão, mas desta vez com o Governo de Estado, pois, é ele que impõe contingência financeira a UEMS.

A paralisação está prevista para dez (10) dias apostando em uma boa negociação com o Governo do Estado. No entanto, segundo os alunos, se não for resolvido, a paralisação poderá se estender por mais tempo. A paralisação ainda conta com o apoio dos professores da unidade e do Sindicado dos Professores, ADUEMS.

Assim, a Secretaria de Movimentos Sociais do PDT-MS vem reiterar o apoio ao movimento de estudantes da UEMS de Campo Grande.

Campo Grande-MS, 18 de maio de 2018.

Kelly Cristina da Costa
Secretaria Estadual de Movimentos Sociais –PDT / MS

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