Teste do Pezinho ampliado será realidade graças a projeto do deputado Dagoberto Nogueira

De seis doenças o teste poderá passar a detectar 53, como é atualmente quando o teste é pago.

 

Uma furadinha rápida e quase indolor que pode salvar vidas. Feito a partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido, parte do corpo rica em vasos sanguíneos, o teste do pezinho detecta precocemente algumas doenças metabólicas sérias, raras e assintomáticas que, se não tratadas a tempo, podem afetar o desenvolvimento do bebê, levar a sequelas irreversíveis ou até mesmo ao óbito.

Atualmente, existem algumas versões do teste do pezinho disponíveis no Brasil: uma básica e mais ampliadas. A mais simples delas é a do SUS, capaz de detectar até 6 doenças. Já as versões ampliadas, que são pagas, podem detectar cerca de 53 doenças com uma só picadinha. Este é o motivo que levou o deputado federal, Dagoberto Nogueira, a apresentar o Projeto de Lei 5043/2020, na Câmara, para ampliar o exame no SUS (Sistema Único de Saúde).

De acordo com o deputado o teste é extremamente importante para a saúde das crianças e não é justo que somente pagando as famílias brasileiras tenham direito a uma triagem mais completa. “De seis para 53 doenças detectadas pode parecer que haverá um grande aumento de custo no teste, mas ao apresentarmos o projeto constatamos que além de ser direito dos recém-nascidos brasileiros, o SUS economizará e muito com prevenção no tratamento das possíveis doenças detectadas, pois muitas não possuem sintomas no início da vida”, explicou.

Para finalizar o parlamentar ressaltou que esta demanda veio de mães de pessoas com deficiência e de entidades como a Associação PRODTEA (Pais e Responsáveis Organizados pelas Pessoas com Deficiência e Transtorno Espectro Autista) e a AMA (Associação de Pais e Amigos do Autista). Após a solicitação houve um estudo aprofundado para a apresentação da PL, para que realmente existisse embasamento de importância e de viabilização econômica da ampliação do teste.

Nesta terça-feira (2) o plenário da Câmara votou o regime de urgência do Projeto de Lei, o que significa que o mesmo não precisará passar por aprovação de nenhuma comissão, o que poderia atrasar a tramitação do mesmo, agora ele segue diretamente para votação dos deputados. Como a urgência foi unanimidade a expectativa de aprovação do mesmo pela Casa de Leis é grande.

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