“O nacionalismo voltou”

Por: Yves Drosghic

Após a segunda guerra mundial, com a criação da Organização das Nações Unidas, o conceito de nacionalidade ganhou um novo contorno. Nele, a centralidade era pela paz mundial, em um planeta devastado pelos efeitos do nazismo e do fascismo na Europa e Ásia.

Esse conceito de paz foi congelado por tensões aqui e acolá da guerra fria entre os dois blocos (capitalista e socialista), que imprimiram ainda um conceito de nacionalidade, em que o intervencionismo de URSS e EUA se faziam presentes com grande expressão.

Com o fim da guerra fria, houve por bem que havia somente um conceito de mundo, em que a felicidade estava ligada ao consumo, ao êxito individual e gradativamente foi se desconstituindo o nacionalismo, com o fim das fronteiras, principalmente na Europa.

Na visão mais moderna do neoliberalismo e da globalização, ser nacionalismo é démodé, ultrapassado e pueril. Acontece que por si só o modelo não conseguiu responder às graves demandas mundiais.

Principalmente a distribuição de renda dos mais ricos para os mais pobres. O que resultou no êxodo de milhões de flagelados, principalmente da África e Ásia, para Estados Unidos e Europa.

Conclusão lógica, os problemas que eram suprimidos antigamente com as fronteiras, agora são conhecidos e vividos pessoalmente pelos mais ricos. Assim, o sentimento de franceses, italianos, espanhóis, ingleses etc, é de que a volta do nacionalismo é a solução para os seus problemas. Ou seja, o pós moderno hoje é ser nacionalista.

Veja que o conceito por si só, afastados evidentemente a xenofobia (que é odienta), não é equivocado, na medida que devemos primeiro cuidar de nossa casa, dos nossos, para aí sim cuidar dos outros. Nada obstante a solidariedade entre os povos, que é fundamental.

Todavia, o problema é mais grave. O neoliberalismo produziu tanta exploração do terceiro mundo, que o nacionalismo é imperioso nesses países. Explico, a riqueza produzida nos países, devem ficar neles. É assim que o Brasil precisa pensar, na medida em que existem propostas das mais entreguistas querendo vender pra fora nosso petróleo, a nossa Embraer, e pasmem, até mesmo nossas terras!

Não sou anti-privatista, mas a exploração de nossas empresas, mesmo que pela iniciativa privada devem ser feita por brasileiros. Assim, gerando renda, empregos e desenvolvimento econômico aqui. O mesmo deve ser dito das nossas terras. Por questão de soberania, existe limites legais à compra por estrangeiros, o que o governo Temer queria modificar. Seria Temer um comunista, já que a China está de olho em nossas terras agricultáveis? Acho que não, e também acho que ninguém quer a entrega de nosso território para o estrangeiro.

Assim, o nacionalismo passou a ser moderno e mais que isso, uma questão de desenvolvimento nacional. Ser nacionalista é ainda, porque não dizer, uma questão de sobrevivência!

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